Big Data é o alicerce da era digital

Empresas “tradicionais” estão sendo desafiadas a engolir o fenômeno da transformação digital.

 

IMPACTO DAS TECNOLOGIAS EMERGENTES

Quando o Google e o Yahoo passaram a cruzar dados para alavancar suas plataformas digitais, em meados do ano 2000, a expressão Big Data começou a se popularizar. Naquele momento o mundo estava dando um passo rumo ao futuro, e hoje ninguém pode virar as costas para transformação digital, resultante do impacto das tecnologias emergentes como Inteligência Artificial, Computação em Nuvem, Prototipagem 3D e Big Data.

 

A VEZ DO CLIENTE

Muitos de nós crescemos em um mundo em que as empresas transmitiam mensagens e forneciam produtos e serviços. No dias atuais, porém, a relação é muito mais interativa. As avaliações dos clientes fazem com que eles sejam muito mais influentes que meros compradores, lá na ponta, sem voz ativa.

 

As organizações constituídas antes do surgimento da internet enfrentam um grande desafio: muitas das regras que orientavam os negócios na era pré-digital não se aplicam mais. A boa notícia é que a mudança é possível.

 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

É um processo no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores. Nessa mudança, a tecnologia passa a ter um papel estratégico central, e não apenas uma presença superficial. Isso leva tempo e consome recursos.

 

Mas ainda há profissionais que, de forma errada, pensam que a mudança só deve acontecer para empresas que já nasceram em um contexto moderno, chamados de “nativos digitais”. Qualquer empresa, não importa de que segmento, pode se beneficiar da era digital.

 

CENÁRIO BRASILEIRO E DADOS INTERNACIONAIS

No Brasil, o cenário da transformação digital é heterogêneo. Algumas empresas estão conscientes de que precisam entrar na nova economia, mas ainda não sabem como. Geralmente, contam com uma área de marketing digital, um site bem desenvolvido, mas não têm a perspectiva, por exemplo, do trabalho colaborativo, de pensar em soluções rápidas. Como as novas tecnologias estão batendo na porta, muitas estão acordando e, aos poucos, migrando para isso.

 

Em todo o mundo, a digitalização deve receber investimento de US$ 1,3 trilhão em 2018, 16,8% a mais do que o gasto pelas organizações em 2017, segundo levantamento da IDC. Atualmente, empresas atentas às mudanças direcionam grandes somas a fim de participar dessa nova economia. Inovar na entrega de produtos e serviços para os clientes deixou de ser um diferencial para se tornar um pré-requisito.

 

E as possibilidades da digitalização são infinitas. Vão desde interligar a geladeira à internet à fabricação toda virtual de um carro, passando por colocar na nuvem pilhas e pilhas de documentos que antes ocupavam uma sala inteira. Alguns gestores já perceberam que a era digital traz mais agilidade, rapidez e custos menores.

 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA E SOBREVIVÊNCIA

Os investimentos das organizações em transformação digital refletem não só a preocupação empresarial em acompanhar essas transformações, mas também em garantir competitividade e permanência no mercado. “Quem não passar pela transformação digital deixará de existir. Cada vez mais as empresas que se adaptam ao mundo digital vão ter uma vantagem competitiva muito grande sobre aquelas que não se adaptam”, afirma Antônio Celso Leitão, executivo de Hybrid Cloud da IBM Brasil.

 

Parte dessas vantagens já pode ser percebida. Levantamento produzido pelo Harvard Business Review Analytics Services mostrou que, entre empresas líderes da transformação digital, 73% geraram maiores receitas e 68% notaram melhora na rentabilidade.

 

Na prática, o Big Data é o alicerce desta nova era. E a satisfação do consumidor é o objetivo final da transformação digital. Não há mistério: analisando e entendendo o seu cliente, é possível rever a jornada de compra, reforçar os acertos, identificar gaps e redirecioná-lo para uma nova experiência que este cliente, ele mesmo, vai lhe oferecer.

 

Boécio Vidal Lannes

Baseado no Rio de Janeiro. Jornalista especializado em Economia, Tecnologia e Pequenas Empresas. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, DCI e Estadão.